Para onde vai a globalização?
Edição:
3
2017

    

O mundo não para de nos dar sustos

Alguns estudiosos já falam da Era Trump como um dos sinais de uma nova era. No entanto, é preciso, antes de tudo, responder à seguinte pergunta: Trump é o efeito ou a causa da nova conjuntura que está ganhando força em todo o mundo?

Cremos que ele é mais efeito e que a verdadeira causa é a nova Era da Pós-Globalização, na qual o mundo embarcou nos últimos anos. Promovido a partir da década de 1990, o conceito da globalização já tem mais de 20 anos e pode-se afirmar que foi benéfico para o mundo, principalmente para alguns países centrais e para os grandes países emergentes, como China, Indonésia, Índia e Brasil, graças à abertura de mercados e à integração econômica que se estabeleceu entre os países mais avançados. Hoje, por exemplo, a China é, de longe, o maior exportador mundial de produtos manufaturados e sua economia tornou-se a segunda do mundo, superando a do Japão.
No entanto, a globalização também trouxe problemas que não devem ser ignorados, retirando parte da autonomia política e econômica dos países e abrindo as fronteiras para uma verdadeira integração humana, por meio da imigração de milhões de pessoas das áreas mais pobres para as mais ricas do planeta.

Atualmente, o que se sente é o retorno do nacionalismo europeu, do protecionismo comercial americano e do extremismo político que ameaça trazer de volta os regimes discricionários europeus e a política de fechamento para o mundo nos Estados Unidos.
Como sabemos, Trump foi eleito justamente pela promessa de criação de milhões de empregos que o país perdeu nos últimos 20 anos, devido à globalização. Agora, é preciso enfrentar a nova realidade que se desenha, com a perda progressiva do protagonismo americano e a criação de um vazio político e estratégico que outros países certamente irão ocupar. Como será esse novo mundo pós-globalizado?
Qual será a atitude da União Europeia em relação aos americanos, à Rússia (que não deixa de ser a ameaça de sempre) e à China (que se projeta como provável protagonista que deverá ocupar o vazio criado no mundo)?

Os americanos sabem disso e é provável que reforcem sua política antichinesa, tentando ao mesmo tempo neutralizar a Rússia, enquanto a Europa, desunida, permanece uma incógnita. Acima de tudo, que papel o Brasil desempenhará nesse novo contexto? O que poderá mudar em nossa atual política de relações com o exterior? Sobre tudo isso, o leitor tem nesta edição um conjunto de estudos de alto nível, a cujos autores agradecemos.

Francisco Gracioso
Presidente do Conselho Editorial

Entrevistas

A rebelião dos remediados
Otaviano Canuto

O Brasil precisa saber o que quer ser
Rubens Barbosa

Inteligência competitiva: o motor que move a WEG
Décio da Silva

 

Artigos

O novo normal é a instabilidade.
Só nos resta torcer pela racionalidade!

A GM encolheu?
Bem-vindo ao mundo das “micromultinacionais”!

Propaganda e globalização

Competitividade nas Cadeias Globais de Valor e a inserção brasileira

Nossa missão: formar o Marco Polo do século 21

Os riscos do populismo para as democracias na era Trump

Xi Jinping e a “Nova Rota da Seda”

A caminho da Índia

Cadê a globalização que estava aqui?

A globalização e o futuro do planeta a bordo do veleiro Kat

Neoliberal, ma non tropo

O caminho das pedras para o gigante entorpecido

Made in Brazil: exportar para crescer

Marcas globais versus marcas nacionais: há espaço para todas elas no mercado?

Trimestral

Publicações Avulsas

  • Edição:
    2

    2017

    R$32,00
  • Edição:
    1

    2017

    R$32,00