Mídia: 50 anos em 10!
Edição:
1
2018

           

Esta é a segunda edição temática que a Revista da ESPM dedica ao estudo da mídia publicitária no Brasil.

Antes dela, em março/abril de 2013, a revista publicou uma análise completa do panorama da época, a partir da qual fizemos projeções para os próximos anos. Hoje, embora corretas, essas previsões se revelaram modestas, tamanha foi a velocidade das mudanças ocorridas nos últimos dez anos, principalmente devido ao advento da mídia digital.

Antes da mídia digital, a última grande mudança ocorrida na mídia publicitária foi o advento da televisão nos anos 50 e 60 do século passado. A televisão foi tão importante que influenciou até mesmo a linguagem criativa da propaganda, podendo-se dizer que, nesse particular, vivemos duas épocas: pré e pós-televisão. Mas o advento da mídia digital está causando uma revolução ainda mais profunda pela simples razão de que influenciou também a maneira de pensar e o comportamento de bilhões de pessoas em todo o mundo.

Hoje, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 116 milhões de brasileiros com 10 anos de idade ou mais estão conectados com a internet, sendo que 94,6% realizam esse acesso via celular, 63,7% pelo computador, 16,4% via tablet e 11,3% por meio da televisão. Cerca de 33,4% desses usuários utilizam apenas o celular para conectar-se com o mundo digital. As consequências práticas desse fato são ainda difíceis de imaginar, pois estamos no meio de um turbilhão que levará algum tempo para acalmar.

É preciso dizer que a mídia digital não foi a única grande mudança que ocorreu na comunicação com o consumidor. Outros fatores também são importantes, como a mídia no esporte, na música, na cultura e no ponto de venda. Mas, neste contexto, a mídia digital ganha espaço por duas razões principais. Ela é, em primeiro lugar, interativa e, em segundo, também veículo de venda ao consumidor que está transformando o varejo brasileiro e atrai cada vez mais consumidores para o mundo da internet.

Mas as grandes mudanças nos últimos dez anos não param por aí. As propostas e os testemunhos dos numerosos profissionais que colaboram nesta edição deixam claro também que a mídia assumiu definitivamente o papel de parceira de diálogo, no planejamento estratégico das campanhas de comunicação, influindo até mesmo na estratégia criativa da campanha. Além disso, a mídia de hoje ganhou mais velocidade e menos possibilidades de erros, graças ao impressionante cabedal de informações e interpretações que as técnicas digitais colocaram à disposição dos planejadores. Como disseram vários profissionais que consultamos, hoje o objetivo principal do planejador de mídia é maximizar os resultados e reduzir os custos para o anunciante. Por tudo isso, cremos que temos todo o direito de fazer a afirmação da nossa chamada de capa: 50 anos em 10.

Francisco Gracioso
Presidente do Conselho Editorial

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